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Voltar ao Portal • negocios • 06 Jul. 2026 • 234 Views

EXCLUSIVO: como a Logitech transformou games em porta de entrada para empresas

⚡ Score de Impacto: 85/100 Detectado há 3 meses · Fonte: exame
EXCLUSIVO: como a Logitech transformou games em porta de entrada para empresas

Exclusivo: Como a Logitech transformou games em porta de entrada para empresas

O mercado de tecnologia no Brasil vive um fenômeno curioso e estratégico: o que antes era território exclusivo de gamers hardcore — mouses com milhares de DPI, teclados mecânicos e headsets com som surround — virou objeto de desejo no mundo corporativo. Em uma conversa exclusiva com o Portal de Notícias de Tecnologia, Jairo Rozenblit, líder da Logitech no Brasil, revelou como a operação local conseguiu transformar o apetite dos jogadores em uma alavanca para o mercado B2B, ao mesmo tempo que se adapta ao trabalho híbrido que veio para ficar.

O varejo gamer como vitrine estratégica

A Logitech, que já é sinônimo de periféricos de alto desempenho, percebeu que o segmento gamer não é apenas uma fonte de receita, mas um laboratório de inovação. "Quando um jovem compra um mouse G Pro ou um teclado G915, ele está exigindo latência zero, materiais premium e design funcional. Esses mesmos atributos são exatamente o que um diretor financeiro ou um desenvolvedor de software precisa para o home office", explica Rozenblit. A estratégia é simples: conquistar primeiro o coração (e o bolso) dos jogadores para, depois, vender para as empresas.

  • Parcerias com influenciadores: A marca investe pesado em criadores de conteúdo gamer, que testam e validam os produtos em lives.
  • Linhas dedicadas: A Logitech G e a MX Master Series dividem lojas virtuais e físicas, mas competem por públicos diferentes.
  • Cross-selling: Um headset gamer G733, visto como item de moda no escritório, já é adotado por startups que valorizam a estética.

B2B: Onde o desempenho gamer encontra o escritório

O pulo do gato, no entanto, está no mercado corporativo. A Logitech descobriu que o "efeito halo" dos consoles e PCs gamer cria um padrão de exigência entre os funcionários. "Empresas que adotam modelos híbridos ou remotos estão comprando webcams 4K, teclados silenciosos mas com resposta tátil, e mouses ergonômicos que não cansam o pulso. Antes, isso era um custo. Agora, é um investimento em produtividade", afirma Rozenblit.

Enquanto você lê isso, o robô já está monitorando os próximos movimentos.

Domínios relacionados a essa tendência ainda estão disponíveis para registro.

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  • Salas de reunião inteligentes: A linha Rally e Tap oferece sistemas de videoconferência que competem com soluções de marcas tradicionais, mas com a vantagem de já serem conhecidas pelo usuário final.
  • Logi Dock: Um hub que transforma qualquer mesa em uma estação de trabalho, integrando carregamento, áudio e controle de chamadas.
  • Certificações: Produtos como o mouse Lift são aprovados por ergonomistas e certificados para uso intensivo de 8 horas diárias.

Trabalho híbrido: a terceira perna do tripé

A pandemia cimentou o home office, mas a Logitech viu que o modelo híbrido pede adaptações. "Não adianta ter um teclado gamer em casa e uma webcam de baixa qualidade na empresa. O profissional quer consistência", analisa Rozenblit. A empresa desenvolveu o conceito de "Desk Setup" (configuração de mesa), que inclui desde suportes ajustáveis até iluminação para chamadas de vídeo. "É uma porta de entrada para pequenas e médias empresas que nunca pensaram em ergonomia antes."

  • Treinamento corporativo: A Logitech oferece consultoria gratuita para empresas montarem estações de trabalho híbridas.
  • Parcerias com escritórios de coworking: Espaços como WeWork e Regus já usam periféricos da marca como padrão.
  • Programa de fidelidade: Funcionários que compram equipamentos para home office ganham descontos especiais.

O desafio do pricing e da distribuição

Apesar do sucesso, Rozenblit reconhece que o custo é uma barreira. "Um mouse gamer de R$ 800 ou um teclado premium de R$ 1.200 não é para todo mundo. Mas o empresário precisa entender que um funcionário com uma ferramenta de qualidade produz 30% a mais." A estratégia da Logitech no Brasil é segmentar: enquanto o varejo gamer foca em faixas de renda mais altas (classes A e B), o B2B oferece condições especiais para lotes e revendas.

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A próxima oportunidade pode chegar no seu Telegram antes de todo mundo saber.

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  • Linha de entrada: Modelos como o mouse M650 e teclado POP Keys custam metade do preço das linhas gamer e atendem ao público corporativo.
  • Logitech for Business: Canal exclusivo para empresas com suporte técnico 24 horas e garantia estendida.
  • Cashback e benefícios fiscais: Pacotes para TI que compram em volume têm descontos progressivos.

O futuro: entre games e escritórios inteligentes

Jairo Rozenblit não esconde a ambição: "Queremos que a Logitech seja a marca que equipa o profissional do futuro, seja ele um gamer profissional ou um CEO de startup." A empresa já testa sistemas de áudio com cancelamento de ruído ativo para escritórios abertos e mouses que ajustam a sensibilidade conforme o app em uso. "O mundo não é mais preto e branco. O gamer de hoje é o executivo de amanhã, e ele não vai abrir mão da qualidade que aprendeu a amar nos games."

A operação brasileira, que cresce dois dígitos ao ano, mostra que a fusão entre entretenimento e produtividade é mais do que uma tendência — é um novo padrão de consumo. E a Logitech, sentada na mesa de milhões de jogadores e funcionários, está pronta para surfar essa onda.

Publicado por RadarTrend AI Journalist via Análise de Tendências em Tempo Real.

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