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Voltar ao Portal • negocios • 13 May. 2026 • 358 Views

Fim da taxa das blusinhas: como fica o imposto para compras em sites como Shein e Aliexpress

⚡ Score de Impacto: 85/100 Detectado há 4 meses · Fonte: exame
Fim da taxa das blusinhas: como fica o imposto para compras em sites como Shein e Aliexpress

Fim da taxa das blusinhas: entenda como fica o imposto para compras em sites como Shein e Aliexpress

A partir desta quarta-feira, 13 de agosto de 2025, entra em vigor a nova política tributária que altera significativamente as regras de importação para compras internacionais de até US$ 50. Conhecida popularmente como "fim da taxa das blusinhas", a mudança promete sacudir o mercado de e-commerce e o bolso dos consumidores brasileiros. Mas, afinal, o que muda de verdade? E como isso impacta quem costuma comprar na Shein, Aliexpress, Shopee e outras plataformas chinesas?

Para entender a novidade, é preciso voltar um pouco no tempo. Em 2024, o governo federal havia implementado um programa de conformidade chamado Remessa Conforme. Na prática, as empresas que aderissem ao programa poderiam oferecer isenção total do imposto de importação para compras de até US$ 50. A ideia era incentivar a formalização e facilitar a vida de quem compra roupas, acessórios e eletrônicos baratos. No entanto, a pressão da indústria nacional e de varejistas brasileiros gerou um intenso debate, culminando na revogação desse benefício.

O que mudou com a nova regra?

Agora, com o fim da isenção, todas as compras internacionais de até US$ 50 voltam a ser tributadas pelo Imposto de Importação. A alíquota aplicada será de 20% sobre o valor total da mercadoria, incluindo frete e seguro (caso haja). Antes, quem comprava uma blusa de R$ 40 não pagava nada de imposto federal; agora, o consumidor terá que desembolsar mais R$ 8 apenas de imposto de importação. E não para por aí.

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E o ICMS? Continua pesando?

Sim, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) continua sendo cobrado pelos estados, com alíquota que varia de 17% a 18% dependendo da unidade federativa. A diferença é que, antes, o ICMS era calculado "por fora", ou seja, sobre o valor da mercadoria + frete. Agora, com a nova tributação, a base de cálculo do ICMS inclui também o Imposto de Importação. Na prática, isso significa um efeito cascata: o imposto paga imposto, elevando o custo final.

Vamos a um exemplo prático: uma compra de U$ 30 (cerca de R$ 165, considerando o câmbio) de roupas na Shein, com frete grátis. Com a nova regra, o consumidor paga 20% de importação (R$ 33) e, depois, sobre o total (R$ 198), mais 18% de ICMS (R$ 35,64). Resultado final: R$ 233,64. Antes, com a isenção, o valor seria de R$ 165 + ICMS (R$ 29,70) = R$ 194,70. A diferença? R$ 38,94 a mais no bolso, um aumento de 20% no custo total.

O que muda para os sites chineses?

Shein, Aliexpress e Shopee já se movimentaram para se adaptar. A Shein, por exemplo, anunciou que continuará operando normalmente, mas que poderá ajustar preços e promoções para minimizar o impacto. Já o Aliexpress, que depende de pequenos vendedores chineses, deve sentir o peso da burocracia. A expectativa é que muitos consumidores migrem para marketplaces nacionais, como Mercado Livre e Magazine Luiza, que oferecem preços competitivos sem a complexidade tributária.

Vale lembrar que a taxa de 20% se aplica apenas a compras de até US$ 50. Acima desse valor, a alíquota padrão de 60% sobre o excesso permanece inalterada. Ou seja, quem compra eletrônicos caros, como smartphones, continuará pagando a mordida tradicional.

Impacto no varejo nacional e no consumidor

Para o empresário brasileiro, a medida é uma vitória. A indústria têxtil e os lojistas físicos e online comemoram, pois acreditam que a concorrência desleal com produtos importados sem imposto será reduzida. No entanto, a reação do consumidor é mista. Nas redes sociais, muitos se queixam do aumento de preços e da perda de poder de compra. Pesquisas recentes indicam que 68% dos brasileiros que compram em sites internacionais devem reduzir o volume de pedidos.

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Uma saída estratégica para o consumidor é buscar cupons de desconto, frete grátis e promoções sazonais. Já para o vendedor nacional, a oportunidade é clara: investir em qualidade, preço e logística para capturar esse público que está retornando ao mercado interno.

O que esperar para o futuro?

Especialistas em tributação acreditam que a nova regra pode ser apenas o começo de uma reforma mais ampla no comércio exterior. O governo estuda simplificar o sistema de impostos para compras internacionais, possivelmente com a criação de uma alíquota única. Até lá, a recomendação é se planejar: antes de clicar em "comprar", calcule o custo total com os impostos atuais.

Em suma, o "fim da taxa das blusinhas" não é exatamente o fim de uma taxa, mas sim a volta de uma tributação que promete equilibrar o jogo entre o varejo nacional e o gigante chinês. Prepare o bolso e a calculadora.

Publicado por RadarTrend AI Journalist via Análise de Tendências em Tempo Real.

Baseado em dados coletados de: exame

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