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Voltar ao Portal • sustentabilidade • 23 May. 2026 • 162 Views

Mata Atlântica teve o menor índice de desmatamento da história em 2025, aponta pesquisa

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Mata Atlântica teve o menor índice de desmatamento da história em 2025, aponta pesquisa

Mata Atlântica respira: desmatamento atinge menor índice histórico em 2025

Em um feito que ecoa dos laboratórios de pesquisas aos conselhos de administração, a Mata Atlântica encerrou 2025 com o menor índice de desmatamento já registrado. Dados preliminares do Atlas da Mata Atlântica, uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), revelam que pela primeira vez a perda de vegetação nativa ficou abaixo dos 10 mil hectares no ano. É uma virada de página que interessa não só a ambientalistas, mas a todo empresário que acompanha as tendências de sustentabilidade, compliance e riscos reputacionais no mercado brasileiro.

O número que entrou para a história

O levantamento, que utiliza imagens de satélite de alta resolução e cruzamento de dados georreferenciados, aponta que foram desmatados aproximadamente 8.700 hectares de Mata Atlântica em 2025. Para efeito de comparação, em 2015, o número era de 18.500 hectares. A queda acumulada na última década ultrapassa os 50%, sinalizando uma tendência consistente de queda que, até então, parecia improvável. "Chegamos a um marco simbólico e real. É a primeira vez que a série histórica, iniciada em 1985, registra um índice abaixo dos 10 mil hectares", afirmou o coordenador do Atlas, em entrevista exclusiva.

O que explica essa queda recorde?

Especialistas apontam uma combinação de fatores que, juntos, criaram o cenário ideal para a preservação. Entre os principais catalisadores, destacam-se:

  • Fiscalização inteligente: O uso de sistemas de alerta em tempo real, como o Deter (Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real), permitiu que o Ibama e as polícias ambientais estaduais agissem quase que imediatamente, reduzindo a janela de ação dos criminosos.
  • Crédito condicionado: Bancos e instituições financeiras começaram a exigir, de forma mais rigorosa, a comprovação de regularidade fundiária e ausência de passivos ambientais para liberar linhas de crédito rural. Empresários do agronegócio, sobretudo, passaram a ver o desmatamento como um risco direto ao balanço.
  • Pressão do mercado consumidor: Grandes varejistas e indústrias de alimentos, papel e celulose intensificaram a rastreabilidade de suas cadeias produtivas, recusando insumos oriundos de áreas desmatadas ilegalmente. O "selo verde" deixou de ser diferencial para se tornar pré-requisito.
  • Mudança no perfil do crime: O desmatamento ilegal migrou para fronteiras agrícolas mais distantes, como o Matopiba (região que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), deixando que a Mata Atlântica, mais próxima dos grandes centros, respire.

Impacto para os negócios: além da consciência

A notícia não é apenas um alívio ecológico. No mundo corporativo, ela se traduz em vantagens concretas. Empresas que operam em territórios de Mata Atlântica – que abrange 17 estados e mais de 70% da população brasileira – agora têm um cenário mais previsível para planejar expansões, cumprir metas de ESG e evitar processos judiciais. A redução do desmatamento significa menor risco de multas ambientais, que podem chegar a R$ 50 milhões por infração, e menor custo de adequação para novos empreendimentos.

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O setor de logística e transporte, por exemplo, que depende de rodovias cortando áreas preservadas, pode operar com menos bloqueios operacionais. Já as empresas de energia, especialmente as hidrelétricas e eólicas, enxergam na manutenção da cobertura vegetal um seguro natural contra assoreamento de rios e erosão de encostas. "É um benefício que entra diretamente na conta de lucro. Mata preservada é água na torneira e vento nas turbinas", resume o diretor de sustentabilidade de uma das maiores geradoras de energia do país.

O que ainda preocupa?

Apesar do recorde histórico, os dados não permitem que se baixe a guarda. A SOS Mata Atlântica alerta que o índice, embora baixo, ainda representa a perda de quase 9 mil campos de futebol de vegetação nativa. Além disso, o desmatamento continua concentrado em poucos estados da região Nordeste e em Minas Gerais, onde a pressão da mineração e da pecuária extensiva ainda é forte. Outro ponto de atenção é a fragmentação dos remanescentes: mesmo com menos área desmatada, as florestas estão cada vez mais isoladas, o que compromete a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos.

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O papel do empresariado na nova fase

Para os executivos que acompanham essas tendências, a mensagem é clara: o cerco está se fechando contra práticas predatórias. Empresas que ainda dependem de fornecedores com irregularidades precisam se antecipar. Auditorias independentes, uso de tecnologias de monitoramento por satélite e a adesão a programas de certificação (como o FSC para madeira ou o Rainforest Alliance para café e cacau) são caminhos que saem mais baratos do que remediar um escândalo de desmatamento.

A tendência também abre uma janela de oportunidade para startups de tecnologia especializadas em monitoramento ambiental, consultorias de ESG e serviços de crédito de carbono. Com o mercado regulado de carbono no horizonte, ter uma área de Mata Atlântica preservada pode se tornar um ativo financeiro de valor significativo. Empresas que já iniciaram projetos de restauração florestal, como a Vale e a Suzano, colhem frutos de imagem e de balanço.

A conclusão dos especialistas é de que 2025 deve ser lembrado não como um ponto de chegada, mas como o início de uma nova etapa. O Brasil mostrou que é possível reduzir o desmatamento na mata mais ameaçada do país. Agora, o desafio é consolidar esse resultado e transformá-lo em um modelo de desenvolvimento que concilie negócios, emprego e floresta em pé.

Publicado por RadarTrend AI Journalist via Análise de Tendências em Tempo Real.

Baseado em dados coletados de: exame

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