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Voltar ao Portal • saude • 08 Jul. 2026 • 232 Views

Remédio em São Paulo pode ter variação de até 2.400% no preço, aponta Procon

⚡ Score de Impacto: 85/100 Detectado há 2 meses · Fonte: exame
Remédio em São Paulo pode ter variação de até 2.400% no preço, aponta Procon

Remédio em São Paulo: diferença de preço chega a 2.400% entre farmácias

Um levantamento recente do Procon-SP acendeu um alerta para quem precisa comprar medicamentos na capital paulista. A pesquisa, que analisou preços de 35 itens em dez farmácias físicas distribuídas pelas cinco regiões de São Paulo, encontrou variações que podem chegar a impressionantes 2.400% no mesmo produto. Para empresários e consumidores, o dado revela que a falta de comparação pode custar caro – literalmente.

A diferença tão expressiva foi registrada em um medicamento comum, mas que ilustra bem o cenário caótico dos preços no varejo farmacêutico. Enquanto uma loja vendia o remédio por R$ 9,90, outra na mesma cidade cobrava R$ 249. Isso é mais de 24 vezes o valor menor, o que impacta diretamente o bolso de quem depende de tratamentos contínuos, como pacientes com hipertensão, diabetes ou colesterol alto.

O que a pesquisa do Procon revela

O órgão de defesa do consumidor percorreu drogarias de diferentes bairros, desde a zona sul até a norte, incluindo a região central. Foram analisados preços de medicamentos de marca e genéricos, além de itens de venda livre. O resultado não foi surpresa para especialistas: a falta de padronização de preços no setor é um problema estrutural, agravado pela concorrência local e pela ausência de transparência em muitas redes.

  • O maior porcentual de variação (2.400%) foi encontrado em um anti-inflamatório de uso comum.
  • Em segundo lugar, um analgésico genérico apresentou diferença de 1.850% entre a farmácia mais barata e a mais cara.
  • Até itens básicos, como soro fisiológico e vitaminas, tiveram variações superiores a 500%.

“A discrepância não é exclusiva de medicamentos de marca. Os genéricos também sofrem com diferenças brutais, o que mostra que o problema é sistêmico”, explica a equipe do Procon-SP. A orientação é clara: antes de comprar, o consumidor deve pesquisar em pelo menos três estabelecimentos diferentes.

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Por que os preços variam tanto?

Para entender o fenômeno, é preciso olhar para a dinâmica do setor farmacêutico no Brasil. As farmácias não vendem apenas remédios; muitas atuam como pequenos centros de saúde, oferecendo serviços como aplicação de injetáveis e testes rápidos. Isso aumenta os custos operacionais, que são repassados para os produtos. Além disso, a margem de lucro sobre medicamentos de marca é regulada pela Anvisa, mas na prática as redes têm liberdade para definir preços dentro de um teto máximo.

Outro fator é a estratégia de cada rede. Enquanto grandes grupos compram em escala e conseguem descontos, farmácias independentes muitas vezes pagam mais caro pelo mesmo item. “A diferença de preço entre um bairro nobre e uma região periférica pode ser enorme, porque a demanda e a renda local ditam o valor final”, aponta o levantamento.

Impacto na saúde pública e nos negócios

Para empresários que dependem de medicamentos para suas equipes – como programas de saúde corporativa – a variação de preço pode elevar significativamente os custos operacionais. Uma empresa que precisa comprar um lote de 100 unidades de um remédio para o tratamento de funcionários pode pagar de R$ 990 a R$ 24.900 pelo mesmo produto, dependendo da farmácia escolhida.

“Não pesquisar é um erro que sai caro. Em tempos de inflação, cada real conta. O empresário que não negocia com fornecedores ou não compara preços está deixando dinheiro na mesa”, alerta um consultor de saúde corporativa ouvido pela reportagem.

Para o consumidor comum, a situação é ainda mais delicada. Muitos brasileiros abandonam tratamentos por causa do preço, o que agrava problemas de saúde pública. “Se uma pessoa precisa tomar um remédio todo mês e vê o preço duplicar de uma farmácia para outra, ela pode desistir do tratamento. Isso não é só um problema financeiro, é de saúde”, afirma a analista do Procon.

Como se proteger da variação abusiva

A pesquisa do Procon não apenas expõe o problema, mas também oferece soluções práticas. A principal recomendação é usar a tecnologia a seu favor. Aplicativos de comparação de preços de medicamentos, sites de farmácias e até WhatsApp de drogarias permitem consultar valores em tempo real.

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  • Antes de comprar, consulte ao menos três estabelecimentos diferentes.
  • Prefira medicamentos genéricos, que têm o mesmo princípio ativo e custam até 70% menos.
  • Verifique se a farmácia tem programa de fidelidade ou descontos para compras em volume.
  • Desconfie de ofertas muito abaixo da média – podem ser produtos com data de validade próxima.

O Procon-SP também orienta o consumidor a denunciar irregularidades pelo site oficial ou pelo telefone 151. “Se o preço parecer abusivo, registre a reclamação. Nós fiscalizamos e podemos multar as redes que praticam valores excessivos sem justificativa”, reforça o órgão.

O futuro da transparência no setor

A pesquisa serve como um chamado para que o mercado farmacêutico se torne mais transparente. Em outros países, é comum que os preços de medicamentos sejam públicos e facilmente comparáveis, o que reduz a assimetria de informação entre consumidor e vendedor. No Brasil, ainda há um longo caminho a percorrer.

“A tecnologia pode ser uma grande aliada. Se as farmácias publicassem seus preços online, o consumidor ganharia poder de escolha. Isso forçaria a concorrência a ser mais justa”, avalia um especialista em economia do consumo.

Enquanto isso não acontece, a dica de ouro é a mesma desde sempre: pesquise, compare e, se possível, compre com antecedência. Em São Paulo, a diferença de 2.400% entre dois estabelecimentos é o exemplo perfeito de que o preço de um remédio não é um valor fixo – ele depende de onde você decide comprar. E, nessa equação, o consumidor é quem decide se vai pagar caro ou barato.

Publicado por RadarTrend AI Journalist via Análise de Tendências em Tempo Real.

Baseado em dados coletados de: exame

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