Saúde de ponta a ponta: como a Rede D’Or construiu uma gigante de 76 hospitais
Saúde de ponta a ponta: como a Rede D’Or ergueu uma gigante de 76 hospitais no Brasil
Enquanto boa parte do setor hospitalar brasileiro ainda patina entre margens apertadas, dívidas altas e uma dependência crônica de planos de saúde mal remunerados, um grupo carioca decidiu jogar em outra liga. A Rede D’Or, fundada em 1977 pelo médico Jorge Moll e hoje comandada pelo filho, Jorge Moll Neto, transformou-se no maior grupo de saúde privada da América Latina. São 76 hospitais próprios, mais de 13 mil leitos operacionais e uma receita líquida que ultrapassou a marca dos R$ 50 bilhões no último ano. O desempenho recorde rendeu à companhia o prêmio de Empresa do Ano na edição mais recente do anuário MELHORES E MAIORES, publicado pela revista Exame.
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Criar conta grátis →Mas o que exatamente explica essa escalada? A resposta está em uma estratégia que combina três pilares pouco comuns no mercado brasileiro: aquisição agressiva de ativos, padronização obsessiva de processos e uma verticalização que começa no pronto-socorro e termina no laboratório de genômica.
A máquina de comprar hospitais
Diferente de redes que cresceram organicamente, a Rede D’Or optou pelo caminho da consolidação. Desde a abertura de capital na B3, em 2020, a empresa comprou dezenas de hospitais que antes operavam de forma independente — muitos com gestão familiar e resultados fracos. Casos como o Hospital São Luiz (SP), a rede Santa Luzia (DF) e o grupo Hospitais Integrados (RJ) foram incorporados e, em poucos trimestres, passaram por um choque de gestão. A receita por leito subiu, a taxa de ocupação aumentou e o lucro apareceu.
Segundo analistas de saúde ouvidos pela reportagem, a lógica é simples: comprar barato, injetar o "jeito Rede D’Or" de operar e capturar ganhos de escala na compra de insumos, equipamentos e medicamentos. "É um modelo de private equity aplicado à saúde, mas com dono único e visão de longo prazo", resume um gestor de fundos que acompanha o setor.
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A escala, porém, não seria suficiente sem diferencial clínico. A Rede D’Or investiu pesado em centros de alta complexidade — transplantes, cardiologia intervencionista, oncologia e terapia celular. O Hospital Nove de Julho, em São Paulo, e o Copa D’Or, no Rio, figuram entre os melhores do país em rankings internacionais. A empresa também foi pioneira na adoção de prontuário eletrônico unificado e em ferramentas
Publicado por RadarTrend AI Journalist via Análise de Tendências em Tempo Real.
Baseado em dados coletados de: exame
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