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Voltar ao Portal • negocios • 13 Sep. 2026 • 163 Views

Só 5% dos CEOs no Brasil são mulheres - e elas precisam estudar mais para chegar ao topo

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Só 5% dos CEOs no Brasil são mulheres - e elas precisam estudar mais para chegar ao topo

Só 5% dos CEOs no Brasil são mulheres — e elas precisam estudar o dobro para chegar ao topo

Um levantamento recente sobre a alta liderança corporativa brasileira revelou um dado que, embora já suspeitado por muitos, continua escancarando a desigualdade de gênero no mundo dos negócios: apenas 5% das cadeiras de presidentes (CEOs) das empresas no Brasil são ocupadas por mulheres. O número, por si só, é alarmante. Mas o que o estudo desvenda por trás dessa estatística é ainda mais revelador: para chegar lá, as executivas precisam estudar quase o dobro dos homens e circular por muito mais empresas ao longo da carreira.

Em um país onde o discurso da meritocracia ainda é repetido à exaustão em salas de reunião, os dados mostram que o caminho até o comando de uma companhia é, na prática, muito mais longo e exigente para profissionais do sexo feminino. Não se trata de uma corrida justa. Trata-se de uma maratona com obstáculos extras para metade da população.

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Mais diplomas, mais esforço, menos espaço

O estudo aponta que executivas que alcançam o cargo de CEO possuem quase o dobro de MBAs e pós-graduações em comparação aos homens que ocupam a mesma posição. Enquanto muitos líderes masculinos chegam à presidência com uma formação mais enxuta, as mulheres sentem — e são cobradas — a necessidade de acumular títulos, certificações e especializações para serem levadas a sério.

Essa corrida por qualificação não é apenas uma escolha pessoal. É uma resposta a um ambiente corporativo que, historicamente, duvida da competência feminina para cargos de alta gestão. O resultado é uma geração de executivas superqualificadas, mas que ainda assim precisam provar o seu valor repetidas vezes.

Passar por mais empresas: o rodízio forçado

Outro dado que chama atenção no levantamento é a rotatividade. As mulheres que chegam à presidência passam por um número significativamente maior de empresas ao longo da carreira do que os homens. Enquanto eles tendem a construir uma trajetória mais linear dentro de uma mesma organização, elas frequentemente precisam trocar de emprego para conquistar promoções e aumentos de responsabilidade.

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Na prática, isso significa que a mulher que quer ser CEO raramente é promovida internamente com a mesma velocidade que um colega homem. Ela precisa buscar no mercado externo o reconhecimento que não recebe em casa. Essa dinâmica, além de desgastante, reforça um ciclo: as empresas perdem talentos femininos por não os enxergarem internamente, e o mercado acaba premiando quem insiste e se movimenta.

O que isso significa para as empresas brasileiras

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Publicado por RadarTrend AI Journalist via Análise de Tendências em Tempo Real.

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