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Voltar ao Portal • negocios • 24 Jul. 2026 • 230 Views

Tarcísio diz que pode romper contrato com Trivia após falha nas linhas 11, 12 e 13

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Tarcísio diz que pode romper contrato com Trivia após falha nas linhas 11, 12 e 13

Governador ameaça romper contrato com a Trivia após apagão nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, lançou um ultimato duro contra a concessionária Trivia, responsável pela operação das linhas 11 (Coral), 12 (Safira) e 13 (Jade) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A declaração foi feita na manhã desta quarta-feira, horas depois de um incêndio em um trem, entre as estações Brás e Tatuapé, deixar milhares de passageiros ilhados e desencadear um apagão total na rede elétrica da região.

O acidente, que ocorreu por volta das 6h, gerou o autodesligamento automático da rede de alta tensão, deixando todo o trecho sem energização. Imagens que viralizaram nas redes sociais mostram passageiros caminhando sobre os trilhos em meio à escuridão, enquanto relatos de pânico e atrasos se acumulavam nas plataformas. A CPTM informou que o fogo começou no sistema de tração de um dos vagões, mas as causas ainda estão sendo investigadas.

“Isso é inaceitável. Não dá para ter um serviço que para completamente por uma falha que poderia ter sido evitada”, disparou Tarcísio em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. “Estou avaliando seriamente a possibilidade de romper o contrato com a Trivia. Já pedi à Secretaria de Parcerias um relatório técnico e jurídico completo sobre as cláusulas de rescisão.”

O histórico de problemas da Trivia

A Trivia assumiu a operação das três linhas em 2022, com a promessa de modernizar o sistema e reduzir falhas. No entanto, desde o início da concessão, a empresa tem colecionado incidentes. Em 2023, um curto-circuito em um transformador já havia paralisado a Linha 11 por mais de 4 horas. Agora, com o incêndio e o apagão generalizado, a paciência do governo parece ter chegado ao limite.

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Especialistas em mobilidade urbana apontam que o problema pode estar na falta de manutenção preditiva e na obsolescência de equipamentos. “O autodesligamento é um mecanismo de segurança, mas se ocorre com frequência, significa que a rede não está sendo preparada para os picos de demanda ou para falhas localizadas”, explica o engenheiro eletricista Carlos Mendes, consultor de infraestrutura ferroviária.

Do lado da Trivia, a comunicação oficial foi lenta. A empresa só se pronunciou por volta das 10h, em comunicado lacônico: “A concessionária informa que equipes técnicas estão trabalhando para restabelecer a energia e que a CPTM já acionou o plano de contingência. As causas do incêndio serão apuradas.”

Impacto nos passageiros e na economia

O caos nas linhas 11, 12 e 13 afetou diretamente mais de 300 mil passageiros que utilizam o sistema diariamente para ir ao trabalho, escola e hospitais. A Linha 13, por exemplo, conecta o Aeroporto Internacional de Guarulhos à capital, e o apagão causou atrasos em voos e prejuízos para o setor de logística.

Nas plataformas superlotadas, o clima era de revolta. “Todo mês tem um problema. Já perdi emprego por causa desses atrasos constantes”, desabafou a auxiliar administrativa Débora Santos, na estação Tatuapé. Empresários do entorno também reclamam: “Meu comércio perdeu clientes hoje. Quem vai querer vir para uma região onde o transporte público para do nada?”, questiona o dono de uma padaria no Brás.

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A ameaça de rompimento de contrato tem, ainda, implicações políticas e econômicas. A Trivia é um consórcio que envolve fundos de investimento internacionais e empresas de engenharia. Uma eventual rescisão poderia gerar batalhas judiciais bilionárias e, a curto prazo, deixar as linhas sem operador.

O que vem a seguir?

O governador determinou que a Secretaria de Parcerias e Investimentos (SPI) realize uma auditoria emergencial no contrato nos próximos 30 dias. Entre os pontos analisados estão as penalidades por descumprimento de metas de desempenho e a possibilidade de intervenção estadual. “Não vamos aceitar que a população seja refém de uma empresa que não cumpre com suas obrigações. Se for necessário, vamos chamar a CPTM de volta para operar essas linhas”, afirmou Tarcísio.

Enquanto isso, a energia foi restabelecida por volta das 11h, mas o serviço ainda opera com intervalos estendidos e lentidão. A CPTM recomendou que passageiros evitem as linhas afetadas e busquem alternativas como ônibus intermunicipais ou o metrô.

A crise nas linhas 11, 12 e 13 expõe uma fragilidade estrutural no modelo de concessões paulista. Se o contrato com a Trivia for rompido, será o primeiro grande teste de Tarcísio na gestão de parcerias público-privadas após a privatização da Sabesp e os leilões de rodovias. O desfecho deste caso pode redefinir o futuro da mobilidade no estado.

Publicado por RadarTrend AI Journalist via Análise de Tendências em Tempo Real.

Baseado em dados coletados de: exame

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